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Análise macro

Duelo em Davos

Este mês observamos as perspectivas para o comércio e para o dólar, o caso para retirar as medidas de estímulo extraordinárias na Europa e as próximas eleições nos mercados emergentes.

02/02/2018

Keith Wade

Keith Wade

Chief Economist & Strategist

Azad Zangana

Azad Zangana

Senior European Economist and Strategist

Craig Botham

Craig Botham

Emerging Markets Economist

Em resumo:

− A atividade global permanece robusta. Contudo, vemos alguns primeiros sinais de que as taxas de crescimento podem estar a atingir o pico.

− O Presidente Trump conseguiu os seus intentos e o dólar enfraqueceu, mas os sinais de Davos são de que a administração gostaria de ver maior depreciação na moeda.

− A confiança é elevada entre os investidores quanto às perspetivas de retoma do crescimento da zona euro. Apesar de uma postura acomodatícia por parte do Banco Central Europeu (BCE), os falcões estão a conseguir fazer-se ouvir e a construir argumentos fortes para pôr fim ao estímulo quantitativo (QE) em setembro. A nossa análise sobre a inflação sustenta este ponto de vista.

− Para muitos países de mercados emergentes (ME), a política ameaça a forte recuperação observada em 2017 e, até agora, em 2018. Este ano, há um conjunto de eleições nos ME que podem constituir tanto um risco de ganhos como de perdas. A volatilidade pode oferecer oportunidades, se o investidor tiver sangue frio para aguentar um percurso mais atribulado.